Molho pesto (será mesmo?)

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Molho pesto de manjericão é o meu preferido do mundo inteirinho. Sério, não consigo pensar em nada mais absolutamente delicioso em forma de molho. Na primeira vez em que experimentei, tive uma sensação de revelação culinária imediata, e só conseguia pensar em como devia ser difícil atingir um sabor tão maravilhoso quanto aquele.
pestoBobagem. É simples demais!

Quer dizer… o molho pesto na sua forma original, nascido em Gênova, tem alguns detalhezinhos a serem seguidos. Os ingredientes e as proporções são mais exigentes, e, bem, ele deve ser feito com um pilão, já que o nome “pesto” vem do verbo “pestare” (“amassar/esmagar” em italiano). E sim, eu adoro o sabor dele! Mas, com o tempo, descobri que existem muitas variações do pesto, até mesmo dentro da Itália, e que a ideia de “pestare” coisinhas para fazer um molho delicioso é bastante utilizada em muitas culinárias por aí.

Clica na foto para ir pra o blog super lindo da Ana Elisa!
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Bom, com o tempo, eu fui fazendo as minhas modificações particulares na receita original, e devo dizer que elas agradaram muito ao meu paladar! Mas eu nunca tinha me aproximado de tamanha adulteração, tal qual eu cometi no último final de semana. Vou contar.

Eu tinha feito o pesto de manjericão há alguns dias, mas acordei no domingo com vontade de comer de novo, e queria aproveitar a sobra de manjericão da primeira receita. Lá fui eu pra a cozinha, sonhando com o almoço delicioso que pretendia ter, já sentindo o sabor do pesto… E foi aí descobri que não tinha manjericão suficiente. Mas tudo bem, eu estava decidida a fazer o meu pesto, e resolvi usar um pouco de salsinha também. Ok, até aí parece uma modificação aceitável, tem muita gente que faz pesto com outras ervas!

Também decidi não utilizar pinolis, como manda a receita tradicional, porque eles são muito caros por aqui e porque eu prefiro o sabor do pesto feito com noz pecã. Decidi também que não usaria queijo nessa receita, numa decisão movida mais por paladar que por raciocínio. Tá, enquanto reunia os ingredientes, já conseguia ouvir alguns insultos em italiano direcionados a mim. Manjericão, salsinha, azeite, noz pecã, um pouquinho de sal, pimenta-do-reino e… mel. Nossa, mel não consta. Mas como um mel de eucalipto super perfumado poderia não constar? Ali na cozinha, estimulada pela fome, eu ia tendo algumas ideias e transformando a receita.

Omiti o alho, como de costume e, quando achava que já havia acabado, encontrei uma laranja madura sozinha na geladeira. Olhei pra ela firmemente. Pedi desculpas a todas as mammas genovesas e decidi que o pesto daquele dia levaria também suco de laranja, que prometia combinar muitíssimo com o picante adocicado da salsinha e com o mel.

Eu sei, sou uma herege. Mas o sabor ficou delicioso, e o resultado ficou exatamente como eu queria, leve, doce e picante na medida.

Ah… comentei que eu não usei um pilão para “pestare” também? É, né. Domingo, na hora do almoço, com muita fome… eu tive que apelar para o processador. Mi scusi!

Depois de tantas alterações, adaptações, exclusões e adições, fico até sem querer chamar de pesto. Mas a inspiração inicial foi ele, e a ideia geral permanece, então fica pesto mesmo. O nome é o de menos, aposto que vocês chamar de “Hmmmm! Que delícia!” (com a boca cheia). 🙂
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Molho pesto (Ou coisa assim)
Ingredientes

– 1 xícara de folhas de manjericão (Aperte-as bem na xícara na hora de medir)
– ½ xícara de folhas de salsinha (Aperte-as bem na xícara na hora de medir)
– 120ml de azeite de oliva extra-virgem
– 2 colheres de sopa bem cheias de noz pecã triturada (podem ser amêndoas ou nozes também!)
– 60ml de suco de laranja
-1/2 colher de chá de mel (usei de eucalipto)
– Pitada de sal
– Pitada de pimenta-do-reino (bem pouquinho mesmo!)

Modo de fazer

Coloque as folhas de manjericão e as pecãs em um antiquíssimo pilão de pedra e comece a amassar repetidamente… Brincadeira, vai. Pode fazer do jeito tradicional, se quiser, mas eu fiz com o consagrado método “coloca tudo no processador e bate até virar uma pasta”. Pode fazer no liquidificador também!

Se for fazer assim, sugiro primeiro bater o azeite e as folhas até formar um molho verde. Depois, adicione a pecã triturada e continue batendo, até incorporar. E aí pode acrescentar os ingredientes restantes e terminar o processo.

Importante: Essa receita rende para 5-6 pessoas, a menos que você seja do tipo de quase come pesto de colher, como eu! E essa versão, especificamente, não pode ser guardada para usar depois, por causa do suco de laranja, que tende a amargar. Sugiro consumo imediato! Então, se for fazer para menos pessoas, melhor reduzir também a receita. Não se preocupe, ela é bem fácil de adaptar e nunca deu errado comigo!

Eu comi com um delicioso spaghetti, mas você pode escolher combinar com o que preferir! O pesto vai bem com carnes, na salada, em verduras assadas, e até na omelete eu já coloquei.

Imagens: Reprodução Flickr

2 comentários em “Molho pesto (será mesmo?)

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